Hoje eu estava na sala de aula da faculdade tendo Criação Radiofônica e ouvindo a professora discutir sobre o futuro do rádio e tudo mais. Estava no meu lugar cativo: última carteira da última fileira. De repente surge uma pequena barata caminnhando pela janela (que estava fechada). Fiquei olhando por um tempo como quem não quer prestar atenção na aula e depois deixei pra lá.


Fico no lugar dessa garota do canto (mas sou homem)

O problema é que coisa de 10min depois, uma aluna que estava sentada ao meu se manifestou:

Garota: – AH MEU DEUS A BARATA ENTROU.

Eu: – Ahn?

Garota: – A BARATA ENTROU NA SALA

Eu: – Mas ela não tava lá fora?

Garota: – MAS ENTROU

Professora: – AI GENTE BARATA ?!?!

Todos: – BARATARSBARATABARATABARATABARATABARATABARA

Eu e mais alguns: – Calma, é só matar.

Garota: – Mas onde ele tá, tava no pescoço dele e agora sumiu

Rapaz do pescoço: – Verdade senti alguma coisa.

Olá Daniel como vai você

No fim das contas a aula que já estava pra terminar acabou de vez mesmo.

Eu então dei uma sacudida na roupa e no cabelo (não queria surpresas) e fui embora em direção ao ponto de ônibus.  Ainda brinquei com algumas pessoas que ela poderia estar em ~~ qualquer lugar ~~ .

Peguei o ônibus, até ai tudo bem. Na hora de passar na roleta eu peguei dois reais da minha carteira e lembrei que tinha algumas moedas no bolso de trás. Coloquei a nota e tudo que achei de moeda  sobre o balcãozinho do cobrador.

E para minha surpresa…

TCHADÃ

Lá estava a barata de pernas para o ar.

O cobrador me olhou com uma cara de VOCÊ NÃO PODE PAGAR COM BARATAS COMO ASSIM?!!?

Estava perplexo com a situação e só consegui responder: TAVA NO MEU BOLSO É MOLE?

O trocador deu um tapinha na barata e a jogou longe. Depois me olhou mais uma vez com uma cara estranha, dessa vez mais pra POR QUE VOCÊ CRIA BARATAS MEU FILHO!?

SÓ RIOCARD OU DINHEIRO BARATA N ACEITAMOS

Eu apenas caminhei em direção ao banco alto (curto e dai) e prossegui minha viagem. Hoje definitivamente ficou marcado como O Dia Em Que Eu Achei Uma Barata No Meu Bolso.

PS: Tenho uma certa neurose com higiene então inutilizei a mão direita durante todo o trajeto faculdade – casa, visto que não tinha nenhum banheiro que eu pudesse usar para lavá-las no caminho. Só uma coisa: trem no hard.

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O Contra Golpe

27abr10

Já não é novidade pra ninguém que anda de transporte público que os telefones com MP3 sofreram um verdadeiro BOOM, tipo aquele dos bebês que a gente estuda em Geografia no ensino médio.

Eles estão em todos os vagões, linhas e horários. Sempre tocando aquele funk ou então aquela música da novela e atrapalhando a tranquilidade e paz que é viajar de ônibus, cruzar a cidade de trem e passear de metrô.

Você, meu caro leitor, deve estar se perguntando: Mas o que pode ser feito contra isso? Quem poderá nos defender? E agora, josé? Felizmente eu tenho a resposta para os seus problemas. Você precisa de uma Iogurteira Top Therm ingressar  no movimento de contra golpe à essa prática que vem assolando o país. Segue o manual do contra golpista urbano adaptado:

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* Manual do Contra Golpista Urbano *

0) Visto que não podemos combater as caixas de som abafadas dos celulares iremos utilizar a mesma arma de nossos inimigos.

1) Pegue seu celular, Mpx, caixinha de som de computador e leve sempre consigo.

1.1) Ande sempre com músicas decentes no seu aparelho.

2) Ao entrar em um transporte público que esteja sendo “dominado” por uma música inimiga, ligue a sua música boa.

2.1) A sua música boa vai ganhar a simpatia de todos no ambiente e assim você vai fazer com que o seu inimigo desligue o celular ou utilize o fone.

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Imagina andar numa cidade em que os ônibus tocam as músicas que você sempre sonhou em ouvir ?

Pense nisso, caro amigo. Se der certo eu faço até um adesivo da campanha.


Já faz um tepinho que eu escrevi aqui (a consagrada frase cliché dos blogs), mas é que na minha vida não acontecem muitas coisas, então eu estava esperando algo diferente para poder comentar aqui. E não é que “O segredo” funcionou direitinho comigo? Quebrei o pé.

O segredo posto em prática...só que pro lado contrário

Vou resumir. Descendo a escada, virei o pé, doeu muito, não conseguia andar, fui dormir achando que era uma torção.  No dia seguinte (hoje) ainda não dava pra andar e então resolvi ir ao hospital logo ver se estava tudo bem. Chegando lá fiquei horas e horas exposto a todo tipo de doença do mundo, já que hospital é sempre cheio de gente espirrando e tossindo. Quando finalmente fui chamado, tive a consulta mais rápida da minha vida:

Doutor: – O que aconteceu?

Eu: – Estava descendo a escada e torci o pé e..

O médico examina meu pé por uns 5 seg

Doutor: – Certo, vai ali pro Raio-X e depois volta aqui.

Como um bom garoto, fui para lá. Raio-X é um negócio estranho, porque é sempre aquela sala fria e escura e sempre aqueles técnicos operadores que saem correndo na hora de tirar a chapa com medo de pegar radiação, enquanto você fica ali… E foi bem assim. Depois disso voltei pro médico.

Galera do Raio X

Doutor: – É, você tem uma fraturinha

Eu: – Putz..e agora?

Doutor: – Ah, agora você vai por uma tala porque está meio inchado e segunda-feira volta aqui pra gente engessar.

Eu: – Quanto tempo o senhor acha que…

Doutor: – Ahhhhh, um mêszinho

Pé quebrado do William Bonner. É que eu to sem meu raio-x e não queria deixar de ilustrar hahaha

Vejam só, depois de 19 anos fui começar a me quebrar todo. E o pior de tudo é que foi na escada. Sei lá, to pensando em falar pra galera que eu quebrei surfando, andando de skate ou jogando futebol. Ai eles vão até assinar meu gesso né? Tanta gente fazendo merda e ficando inteira e o sedentário aqui quebrando o pé. Parece até aquela história do velhinho que morreu engasgado com a ervilha…

Galera assinando um gesso de um cara que deve ter quebrado a perna de um jeito radical.

Agora eu estou aqui, em frente ao computador, separando uns filmes e seriados. Serei obrigado a ficar 30 dias em casa. Talvez nesse tempo eu consiga aprender de uma vez por todas a tocar violão.. Só tenho que tomar cuidado pra não virar Problogger…

Meu futuro


Recentemente assisti Up In The AirAmor Sem Escalas, no supertítulo brasileiro – o novo filme de Jason Reitman (Obrigado Por Fumar e Juno). O tema é um cara que trabalha demitindo pessoas e vive viajando de avião e tal e se amarra nisso de viver pelos ares acumulando milhas. Legal. Gostei. Gostei tanto que li o roteiro do filme, comprei o livro que deu origem e baxei a trilha sonora. Ou seja, minha vida tem sido bem Up In The Air esses dias… Então, hoje, enquanto escutava a soundtrack durante minha tradicional e diária viagem de trem ao Centro do Rio de Janeiro tive uma grande idéia, que é claro já está protegida por copyright ©, de tão brilhante que é. Vou produzir um filme chamado Down In The Railways – ou Amor Sem Paradas, no supertítulo brasileiro.

George e seu par romântico, Vera.

Já tenho até o textinho que Ryan Bingham narra no ínicio do filme:

(quem viu reconhecerá)

“Todas essas coisas que você odeia sobre andar de trem – O calor insuportável, os vendedores gritando, as pessoas mal educadas e chicotadas dos funcionários são lembretes de que estou em casa.”

Chicotadas!

Vai ficar muito legal. Eu vou poder ser o sétimo a ter 10.000 milhas e a Supervia vai deixar eu ir ao lado do maquinista sempre que eu quiser. Eu serei o George Clooney da parada. Só tenho medo de quem vai ser a Vera Farmiga. Espero que não seja do ramal japeri.

Sexta-feira nos cinemas!